quarta-feira, 10 de março de 2010

O Linux e eu

A primeira razão e a que considero mais importante, por envolver questões relacionadas ao caráter e aos princípios éticos que permeiam as relações pessoais e institucionais, é a adequação ao que chamamos de cultura anti-pirataria. Sempre fui usuário de computadores, desde a época do longínquo Windows 3.11/MS DOS, e me fascinava uma máquina em que podíamos gerenciar nossa vida, de forma que lazer, informação e trabalho se combinavam em um único equipamento. Porém, mesmo contando com um equipamento relativamente atual a cada época, o uso de softwares ilegais era muito maior do que os legalizados. Com relação ao sistema operacional, usei um Windows 98 SE e Windows Vista Start, os únicos que eu detinha uma chave de utilização válida. Podia contar nos dedos de uma mão os jogos e aplicativos instalados nessas plataformas que igualmente fossem legais, além é claro da quantidade absurda de arquivos ditos compartilhados (MP3, filmes, livros digitais). Comecei a pensar comigo mesmo: "Isso não está certo. Estou usando um sistema original, mas quase tudo o que roda em cima dele não passa de material que nem deveria estar em meu poder, pois não paguei por ele!" Isso me levou ao estágio em que me encontro hoje - se é livre eu uso, mas se não é, ou eu pago ou não levo. A mudança foi radical: abandonei jogos piratas (quem precisa deles?), office pirata (o MS Office 2007 é muito bonito e estável, mas o BROficce.org atende plenamente minha demanda), programas da área de mídia piratas (Nero, WinAvi e outros que viviam caindo em listas negras de chaves inválidas), arquivos de MP3 e filmes (quer se divertir, pague! Não dê a desculpa de que é caro...), e o que dizer de antivírus (sem comentários - é um absurdo você precisar de chaves piratas de sites que disseminam justamente o que o programa antivírus combate, um verdadeiro contrasenso!). Foi como uma desintoxicação, e devo admitir que foi bem menos traumático do que pode parecer! A segunda razão que me levou a optar pelo mundo Linux foi a estabilidade e o visual elegante que era possível implementar ao meu sistema. Sempre achei muito frustrante aquele visual "todo dia igual" do Windows XP, e quando queria algo diferente, esbarrava na necessidade de uma infinidade de programas necessários à modificação que eu queria, e todos sabemos quanta memória de um micro esses complementos consomem. Logo que comecei a fuçar no Linux (usei várias distribuições até chegar ao que uso hoje - Ubuntu no trabalho, e Fedora em casa), descobri que tudo o que eu queria em termos de performance, usabilidade e customização estava ao meu alcance, bastando uma boa dose de persistência, curiosidade e boa vontade. Posso dizer que estou bem satisfeito, e as pessoas que tem a oportunidade de ver minha área de trabalho sempre ficam espantadas com a aparência elegante, quase futurista do desktop, e ficam espantadas ao saber que é "apenas" uma distribuição Linux. Foi muito bem sucedida a minha migração, diga-se de passagem. No trabalho, sou o único que utiliza sistema Linux, sendo que a maioria de minhas rotinas foram totalmente assimiladas pelo meu desejo de mudança. Evidentemente, nem tudo são flores: até hoje não consigo utilizar dois ou três sites em nenhum dos navegadores que tenho instalados em minha máquina, mas isso nem chega a ser um transtorno, já que tenho alternativas para suprir tais dificuldades. Em casa, cheguei a ter 4 distribuições diferentes instaladas em meus equipamentos (Kurumin e BigLinux no desktop, e Fedora e Ubuntu no laptop), e em todas todo o meu hardware foi reconhecido sem traumas (impressora multifuncional, modem 3G, placa de vídeo, webcam etc). Como vocês podem ver, não existem argumentos que permaneçam em pé por muito tempo quando se busca honestamente as respostas corretas. Ainda há uma grande estrada pela frente: fui apresentado ao mundo Linux a apenas alguns meses, não domino quase nada ainda, mas posso dizer que me viro muito bem, como eu disse, com uma boa dose de persistência, curiosidade e boa vontade. Aos novatos como eu, alguns conselhos: * não desistam quando aparecer a primeira dificuldade, afinal os desafios nos fazem melhorar. * não desanimem quando você perceber que não consegue "resolver alguma dependência", pois sempre tem alguém que já passou por isso e pode te ajudar. * lembre-se: não adianta nada ter um sistema legal, se suas práticas são ilegais - não se aproprie de softwares, músicas, filmes e outros pelos quais você não pagou (se isso for necessário), afinal de contas, qual a vantagem de usar Linux, se você ainda rouba músicas dos artistas que deram duro para produzi-las e viver delas? * seja livre! Retirado de: http://www.vivaolinux.com.br/artigo/O-Linux-e-eu-uma-parceria-ideologica-funcional-e-divertida

domingo, 20 de setembro de 2009

O que é e porque usar?

O eco4planet utiliza o sistema Google™ Pesquisas Personalizadas, mantendo assim a mundialmente reconhecida capacidade das buscas Google™, com um visual também simples e rápido, porém inovador na utilização predominante da cor preta para gerar economia de energia. Sua criação prova que pequenas ações diárias podem gerar economia de energia, resultando em menores gastos e ainda vários outros benefícios. Em agosto de 2009 foi anunciado oficialmente que o eco4planet plantará árvores de acordo com o número de pesquisas realizadas através dele, um passo importantíssimo para sua proposta ecológica - mais uma vez provamos que todos tem condições de colaborar com o meio ambiente e a sua participação divulgando o eco4planet é fundamental. Você pode acompanhar o contador de árvores na página principal e nos seguir via Twitter para ficar por dentro das datas e locais de plantio O eco4planet economiza energia pois sua tela é predominantemente preta, e um monitor utiliza até 20% menos energia para exibi-la se comparado à tela branca. Considerando as mais de 2,55 bilhões de buscas diárias realizadas no Google™ com tempo médio suposto em 10 segundos por pesquisa e a proporção de monitores por tecnologia utilizada, teríamos com um buscador de fundo preto a economia anual de mais de 7 Milhões de Kilowatts-hora! Esse valor equivale à: * Mais de 63 milhões de televisores em cores desligados por 1 hora; * Mais de 77 milhões de geladeiras desligadas por 1 hora; * Mais de 175 milhões de lâmpadas desligadas por 1 hora; * Mais de 58 milhões de computadores desligados por 1 hora. Economizar energia é uma forma de ajudar o planeta uma vez que para geração de eletricidade incorre-se no alagamento de grandes áreas (hidrelétricas), poluição do ar com queima de combustíveis (termoelétricas), produção de lixo atômico (usinas nucleares), dentre outros problemas ambientais. Soma-se a isso o fato de que o eco4planet pode gerar menor cansaço visual ao visitante se comparado a uma página predominantemente branca. Sendo assim não há dúvidas de que essa ação é extremamente válida uma vez que somados os usuários teremos um resultado realmente significativo de economia de energia, gastos, preservação da natureza, e ainda mais: acreditamos que olhar sempre para o eco4planet fará com que as pessoas se lembrem da necessidade contínua de economizar energia elétrica e proteger a Natureza!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Linux torna professor celebridade na Rússia

Processado por usar programas da Microsoft pirateados, ele passou a defender o uso de software livre, um professor russo processado por usar programas da Microsoft pirateados lançou uma campanha contra a dominação global das gigantes do software. Durante o julgamento, a mídia russa retratou Alexander Ponosov como herói numa batalha de "Davi e Golias" contra as grandes corporações. O presidente russo, Vladimir Putin, e o ex líder soviético Mikhail Gorbachev apoiaram o professor. Ponosov anunciou que está fundando um grupo cujo objetivo é reduzir a dependência da Rússia em relação aos programas produzidos por empresas como a Microsoft e promover o uso do chamado software livre. O professor, que vive na região dos montes Urais, disse que a dominação das grandes empresas de software é uma ameaça à segurança nacional. "Nossa dependência dos programas proprietários do Ocidente é um risco para nós. Estamos perdendo a independência deste país", afirmou Ponosov durante entrevista coletiva com jornalistas. "Para citar o czar Alexandre 3o, a Rússia só possui dois aliados, seu exército e sua marinha." Ponosov apontou que a solução para o problema é o software livre, os quais muitas vezes são desenvolvidos por milhares de voluntários e cujo código do programa é de domínio público. Programas produzidos por empresas como a Microsoft, Oracle e Apple pertencem às empresas, que geram grande receita a partir da venda de suas licenças de uso. "O que você compraria para seu filho crescer e se ter sucesso? Um carro de brinquedo bonito ou um kit de peças de montar?", questionou o professor. "Um carrinho que você não pode desmontar é como um software proprietário. O kit de peças é o software livre." O professor foi considerado culpado num processo no ano passado por instalar programas não licenciados da Microsoft em computadores usados na escola em que trabalha. Ele foi condenado a pagar metade de seu salário como multa. Ele alegou que o programa já estava instalado nos computadores quando eles foram entregues e que não sabia que as licenças eram falsificadas. A organização de Ponosov, chamada Centro Russo para Tecnologias Livres, incentivará o parlamento russo a adotar legislação que encoraje o uso de software livre. O governo russo já afirmou ter planos de migrar os computadores escolares para programas de código aberto. Da Reuters, na INFO(AcessaSP)

quarta-feira, 25 de março de 2009

Empresas que utilizam Linux

As maiores empresas do mundo utilizam Linux. Por ser gratuito, o Linux representa uma economia grande para as empresas, já que com o Linux elas não precisam mais adquirir as licenças de uso de diversos softwares. Se você trabalha ou pretende trabalhar em empresas deste porte, conhecer ao menos o básico do Linux pode ser um diferencial em relação aos seus concorrentes. Algumas das empresas que adotaram e aprovaram o uso de Linux são: Petrobras HP Compaq Dell IBM Intel Oracle SAP Unibanco Bradesco Itaú Banco do Brasil Banco Real HSBC Samsung Siemens Motorola Santander Nokia Google Vantagens do Linux Grátis. O Download pode ser feito gratuitamente na internet. Compacto e rápido Menor e menos pesado que o Windows. Segurança Para Redes o Linux é muito mais seguro do que o Windows. Interface Amigável de fácil utilização.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Aula1
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Software Livre

Software Livre - GNU x LPG e o Governo x Economia Introdução Dando continuidade ao primeiro artigo da série (Software Livre - GNU x LPG e o Governo x Economia), vou falar nesta segunda parte sobre o papel do Software Livre dentro da nossa economia, este também foi um dos assuntos da palestra de Licenciamento de Software Livre no Brasil, ministrada pelo advogado Pablo de Camargo Cerdeira. Economia Primeiro vamos entender o que vem a ser esta economia. No meu caso, nunca dei muita importância para ela, passei a dar quando a balança comercial e o conflito no Paquistão por causa dos atentados de 11 de Setembro fizeram o dólar ir lá para as alturas. Quem compra mercadorias em dólar, "como deve ser o caso de muitos da comunidade Viva o Linux, pois o preço de nossos equipamentos são diretamente ligados à ele" deve ter ficado louco, pois o dólar estava antes deste evento por volta dos R$ 2,20 à R$ 2,40, e após, passou a casa dos R$ 4,00. Basicamente, a economia é controlada pela quantidade de dinheiro que entra no país "Exportação de Produtos" e a quantidade de dinheiro que sai do país "Importação dos Produtos". Com isso o governo controla seu caixa, sabendo quanto tem dentro do país para a movimentação financeira, o que seria o dinheiro na mão do povo para fazer suas compras. A posição do Software na Economia O mercado de Softwares está diretamente ligado à economia, pois o líder do mercado mundial em software, a Microsoft, é uma empresa estrangeira, isto quer dizer que, para cada máquina rodando Windows no Brasil, lá se foi um contrapeso nesta balança comercial contra o nosso mercado interno e isto acontece com a maioria dos softwares proprietários, que em grosso modo são estrangeiros. Para você ter uma idéia, uma das estatísticas apresentadas neste evento demonstrava que a Balança de Software está num patamar de 50 pra 1, isto é, para cada 50 que entram no país, apenas 1 saí. Observe que não estou falando do aspecto financeiro, apenas do produto em si, pois se você for levar isso em cifras, a proporção é ainda mais desanimadora. O grande passo do Governo Pensando na utilização de softwares livres, este quadro toma um rumo totalmente diferente, pois as divisas ou royalties que antes eram transferidos para fora do país, passam agora a circular no mercado brasileiro e conseqüentemente, geram mais empregos. Por exemplo: Digamos que a prefeitura de uma grande capital, como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e etc vá fazer uma reestruturação em seus sistemas, atualizando assim seus equipamentos e conseqüentemente os softwares. Eles não precisaram pagar a enorme quantia para adquirir as licenças destes OS e ao contratarem uma equipe ou tendo a sua própria equipe de desenvolvimento, elas estarão gerando emprego, fazendo com que tenha mais dinheiro no bolso do trabalhador e por conseqüência, mais dinheiro circulando no mercado. A grande vantagem disto tudo é que outras prefeituras com menor poder aquisitivo podem se beneficiar deste software, pois ele é gratuito e o mais importante, também irá gerar empregos, pois precisará de pessoas que possam trabalhar neste software para adaptá-lo às necessidades que esta prefeitura habitualmente enfrenta. E o lado da Educação Com o estímulo do governo à exclusão digital, o software livre é ainda mais importante, pois os recursos, "todos nós sabemos que para determinados setores como educação, saúde e segurança, os cofres do governo estão sempre vazios, mas para os salários deles não!!!", são poucos e desta forma, pensar em aquisição de salas de aula que dependessem de SO licenciados, assim como softwares privados, tornariam a causa "exclusão digital", praticamente inviável. Com o software livre, os poucos recursos que seriam destinados a licenciamentos podem ser reinvestidos para aquisição de novos equipamentos, dando assim uma maior amplitude à causa "exclusão digital". Com isso, temos ainda a chance de aumentar ainda mais a comunidade de usuários de software livre, nós estaremos formando uma nova concepção de usuário não dependente da era Microsoft, com livre pensamento e poder de decisão sobre o que é e será o melhor para seu uso. Ufa, acho que me empolguei né, hehehehe!!! O importante nisso tudo que eu escrevi é que quero deixar bem claro, pois muitos estão pensando que está onda de softwares livre pode acabar com o mercado de desenvolvimento, pois todos teriam acesso a softwares gratuitos e assim, não precisariam de um programador ou analista para desenvolver um novo produto. É aí que estão errados!!! Acho que o legal disto tudo é que desta maneira você preserva a continuidade do serviço e a necessidade de profissionais qualificados para desempenhar estas atividades, pois mesmo que uma empresa de desenvolvimento ou um grupo de desenvolvedores desistam de dar continuidade a um determinado software, aqueles que estão utilizando hoje este produto não precisam se preocupar diretamente com a empresa, bastando apenas ter profissionais qualificados para continuar adaptando e melhorando o produto. Isto é algo que não ocorre com produtos proprietários. Por exemplo, em 1996 quando todo mundo queria a novidade que era o Windows 95 e muitas empresas investiram pesado para adaptar suas instalações para esta plataforma, a Microsoft não deu nenhuma garantia que iria dar continuidade a este sistema e realmente não deu, pois os usuários que queriam se atualizar tinham de migrar para o Windows 98 e assim por diante. Hoje ainda acontece a mesma coisa, quem comprou o Windows XP, ano passado, este ano já está na mão por causa do XP 2003. Vou citar um exemplo: Trabalho em uma instituição que em 2001/2002 montou um laboratório completo para aulas de informática. Por tendências ainda do mercado, todas as máquinas tinham SO Win98 e Office 2000. No início deste ano o laboratório foi ampliado, mas como a maioria das pessoas e empresas possuem o Office 2000, a instituição quis comprar novas licenças deste produto para manter o padrão. O que a Microsoft disse: "Não vendemos mais licenças deste produto, o senhor pode comprar a licença do Office XP, bla bla bla". Quer dizer, ela simplesmente tira do mercado, "sem ter que dar explicações algumas, pois ela é a detentora dos direitos e faz com ele o que quiser", e te empurra um produto novo e quem é dependente, acaba tendo que aceitar. Conclusão O software livre está aí para melhorar a vida e as ações da comunidade, tanto na parte intelectual quanto na parte prática. Por isso, não há o que temer e sim, comemorar, pois o mercado está de portas abertas. Jefferson Estanislau da Silva Analista de Sistemas

terça-feira, 24 de junho de 2008